O Ministério Público de Goiás propôs ação civil pública contra as empresas organizadoras do eventoCaldas Country, o município de Caldas Novas e o Estado de Goiás visando impedir a realização do festival até que a cidade tenha a infraestrutura necessária para abrigar o evento, sem causar prejuízo à população local. Entre as medidas cautelares requeridas está a suspensão deste e de qualquer outro festival similar até a ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município.
Conforme apresentado na ação pelos promotores de Justiça Rafael Machado de Oliveira, Alessandra Aparecida de Melo Silva, Giordane Alves Naves e Pedro Eugênio Beltrame Benatti, o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Caldas Novas (Demae) informou ao MP a impossibilidade de fornecimento regular de água a toda a cidade durante o evento.
Segundo afirmou a direção do Demae, o sistema não consegue atender a população sazonal recebida nos dias do festival. Dessa forma, o MP defende que a população de Caldas Novas não pode ser tolhida de seu direito de abastecimento regular de água potável em detrimento do interesse dos organizadores do evento.
Foram acionadas as empresas JFC Produções e Eventos Ltda., GBM Promoções e Produções Ltda. e C-3 Eventos Ltda.
SITUAÇÃO CAÓTICA
Conforme sustentaram os promotores, a cidade recebeu cerca de 200 mil pessoas entre os dias 15 e 18 de novembro de 2012 para o evento, não tendo sido oferecida infraestrutura adequada, apresentando deficiências gritantes nas mais diversas áreas. “A cidade foi palco de uma verdadeira baderna”, definiram.
Conforme noticiado amplamente nos meios de imprensa, os promotores apontaram que o excesso de pessoas provocou diversos problemas na cidade, entre eles a falta de água.
Conforme noticiado amplamente nos meios de imprensa, os promotores apontaram que o excesso de pessoas provocou diversos problemas na cidade, entre eles a falta de água.
Também acrescentaram que “o trânsito ficou caótico, vários jovens embriagados e entorpecidos andavam com seus carros pelas ruas, levando passageiros dependurados nas janelas, nos porta-malas, em cima dos capôs e sobre os tetos.
Ao mesmo tempo, deixavam os rádios ligados, com os sons muito além do tolerável, obrigando que todos ao redor compartilhassem de suas preferências musicais”, relataram.
Ao mesmo tempo, deixavam os rádios ligados, com os sons muito além do tolerável, obrigando que todos ao redor compartilhassem de suas preferências musicais”, relataram.
Também foi citada a segurança insuficiente e ineficaz, já que, dos 300 policiais que seriam enviados pelo comando da Polícia Militar da Capital como reforço, menos da metade compareceu, tendo sido impossível evitar a onda de crimes e controlar a bagunça generalizada.
Os registros das Polícias Militar, Civil e Rodoviária, entre os dias 15 a 18 de novembro, somaram 488 ocorrências, incluindo dois homicídios, sendo um deles por bala perdida. Além disso, faltou dinheiro nos caixas eletrônicos e de equipe médica suficiente para atender à demanda.
Fonte: Mais Goias

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